quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Folha Nova: a memória histórica de Carmo de Minas

A FUNDAÇÃO E PRIMEIROS ANOS DE CIRCULAÇÃO

A Folha Nova surge em Carmo de Minas em 1914, período de intensa produção cultural no país. Esta efervescência fazia-se sentir em Sylvestre Ferraz (primeiro nome dado ao já emancipado município) pela quantidade e qualidade de seus estabelecimentos de ensino, contando, inclusive, com Faculdade de Odontologia e Farmácia.
Esta atmosfera cultural foi um dos aspectos que motivaram Américo Pena a fundar o seu jornal semanário, a Folha Nova. Após comprar as antigas instalações do primeiro jornal local, A Procelária, que circulou de meados do sec. XIX até o ano de 1912, Américo Pena iniciou seu audacioso empreendimento de edição de um jornal numa cidade do interior. Sabia os riscos de tal empreita, pois vindo do Estado do Rio de Janeiro, já havia tomado ciência de que os pequenos jornais de interior raramente conseguiam se manter por longo tempo. As dificuldades se apresentaram logo de início, obrigando o fundador a estabelecer uma primeira renda de assinaturas e anúncios para sustentar a circulação dos primeiros números.
Nos grandes centros era fácil encontrar anunciantes e assinantes, além da obtenção de subvençoes políticas para manutenção dos periódicos.
"Com os jornais cá do interior o que se verifica é o reverso de tudo isso. Não têm renda suficiente, não são, na sua maioria, subvencionados por quem quer que seja, vendo-se seus dirigentes a braços com ingentes dificuldades para os manter. Com os produtos de suas assinaturas mal podem seus proprietários adquirir o papel destinado à sua impressão."(Folha Nova,janeiro de 1964.)
De início, então com recursos próprios, Américo Pena investiu na produção do semanário, e com o passar do tempo e dando mostras de sua persistência, ganhou a confiança dos moradores locais, passando esses próprios a contribuir para a produção do jornal, seja como assinantes, anunciantes ou contribuindo como redatores em matérias, colunas e reportagens. Com uma linguagem simples e direta, cativando o povo de Carmo de Minas, o jornal ganhou espaço em outras localidades, angariando anunciantes e assinantes das cidades vizinhas. A este tempo a população sentia que era necessário um veículo de informação que divulgasse os acontecimentos e fortalecesse os vinculos locais tais como o comércio, as famílias, os estabelecimentos de ensino, a atividade agropecuária. Tudo que era necessário para a população local era noticiado na Folha Nova. Havia viva ansiedade para o recebimento de uma nova edição.

Um comentário:

  1. Gilberto, muito legal, mas eu tenho algumas sugestões.... Aumente as letras do link das sugestões, faça um resumo das notícias de cada edição. Acho que isso reforça a memória histórica.
    Agora sou seguidora e acho que vou te mandar algum material para colaborar.

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